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Boas Novas é uma rede de televisão aberta voltada para o público evangélico pertencente ao pastor Samuel Câmara; Foi Fundada em 1993.

História

Em 1993, o Grupo Simões se reuniu com os líderes da Igreja Canaã, que pretendia comprar a Rádio Ajuricaba. Mas como o grupo tinha interesse em vender a rede completa, que incluía as emissoras de televisão Rede Brasil Norte (na época retransmissora da Manchete) e TV Ajuricaba (afiliada da Globo). Por isso, prosseguiu as negociações com a igreja Assembleia de Deus do Amazonas.

Para conseguir pagar as parcelas da compra, a igreja toda se mobilizou. Membros e pastores promoveram doações e vendas de itens diversos. Após a aquisição da emissora, decidiu-se manter a sigla do canal (RBN), mas que passaria a se chamar Rede Boas Novas. Nos primeiros anos, a rede era afiliada à Manchete.

Em 1995, a Assembleia de Deus comprou a TV Guajará de Belém, que passou a se chamar TV Boas Novas. Em 1997, a rede transmitia 75 horas semanais de programação, enquanto que o resto do espaço era preenchido por retransmissões da CNT. No mesmo ano foi apresentado um projeto de doações dos fiéis da igreja para manter a emissora no ar e logo na primeira noite adquiriu 40 mantenedores. Nessa época, passou a ser sintonizada nas antenas parabólicas em todo o Brasil, através da BrasilSat B1. E em 1999, a programação da emissora se tornou 100% evangélica.

Em 2001, foi lançado um site com um serviço de stream. Tornando-se a primeira emissora evangélica a transmitir sua programação ao vivo na internet. Entre 2003 e 2004, com a ajuda do Deputado Federal Silas Câmara, a rede iniciou uma fase de expansão de sua cobertura. Adquirindo retransmissoras em várias localidades. Em 2003, o canal 6 (Rede Brasil Norte) foi devolvida ao Grupo Simões, antigos donos, por conta de uma decisão judicial. Descobriu-se que a Boas Novas operava simultaneamente dois canais na mesma cidade desde 2005, o que não é permitido por lei. Por conta disso, a emissora passou a se chamar apenas Boas Novas, sem mais a alcunha "Rede".

Em meados da década de 2000, provocou polêmica ao vender horários para a Igreja Mundial do Poder de Deus. Em 14 de abril de 2005, foi proibida pela Procuradoria Regional do Trabalho, 11ª Região de contratar obreiros sob regime de "trabalho voluntário". Em 2012, a emissora perdeu a cobertura no interior do Amazonas após a Família Hauache romper a afiliação da CEGRASA (Central de Emissoras, Gravações e Repetidoras Ajuricaba) com a emissora, que naquela época passava por diversos problemas. Dentre eles, o atraso no aluguel e no arrendamento de retransmissoras, as acusações de que a Fundação usava irregularmente os canais para interesses políticos, além dos crimes financeiros envolvendo a família Câmara.

Nos anos seguintes, a rede perdeu mais retransmissoras. Em novembro de 2013, voltou a exibir programas da Igreja Mundial do Poder de Deus. Tempos depois, passou a exibir um breve período a programação da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus. E entre 2016 e 2018, compartilhava conteúdo com a Rede Gênesis, fazendo com que ambas as emissoras ganhassem uma cobertura de 60% no território nacional.

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