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Boni é um conhecido diretor de TV, empresário e publicitário. Foi durante muitos anos diretor de programação e produção da Rede Globo. É dono da Rede Vanguarda.

Trajetória[]

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho nasceu em 30 de Novembro de 1935, em Osasco, no estado de São Paulo. Filho de um dentista e músico, desde criança frequentava os estúdios das emissoras de rádio. Aos quinze anos, para iniciar carreira no rádio, mudou-se para o Rio de Janeiro. Começou como estagiário ajudante de Dias Gomes, então diretor da Rádio Clube do Brasil. Gomes o encaminhou para um curso de rádio, na Rádio Roquete Pinto.

Em 1950, tornou-se redator do programa Clube Juvenil Toddy, da Rádio Nacional. No ano seguinte, mudou-se para São Paulo para trabalhar como secretário pessoal de Manuel de Nóbrega, também fazendo parte da equipe de redatores da Rádio Nacional. Em 1953, com 17 anos de idade, passou a trabalhar na Rádio e TV Tupi, trabalhando como produtor, diretor e redator. Em 1954, foi para a TV Paulista, onde trabalho como assistente de Roberto Corte Real, então diretor artístico. No ano seguinte, migra para a Rádio Bandeirantes, onde exerceu a função de redator.

Em 1955, tornou-se chefe do Departamento de Rádio e Televisão da agência de publicidade Lintas Propaganda. Também tornando-se diretor de propaganda da gravadora RGE na mesma época. Em 1955, tornou-se diretor da Linx Filmes, primeira empresa de filmes comerciais para a televisão. Assumindo a função após passar por um treinamento no exterior, passando pela na agência de publicidade britânica J. W. Thompson e pela emissora estaduniense NBC.

Em 1960, assumiu a chefia do Departamento de Criação de Rádio e Televisão da agência Multi Propaganda. E no mesmo período, Departamento de Rádio e TV da agência Alcântara Machado. Em 1962, tornou-se diretor artístico da Rádio Bandeirantes. No ano seguinte, fundou sua própria agência, a Proeme Publicidade e Mercadologia (na qual vendeu depois), e trabalhou na TV Rio por um curto período. Também tendo uma rápida passagem pela Excelsior em 1964.

Retornou a Tupi para implementar um projeto de rede de televisão nacional, o Telecentro das Emissoras Associadas, que acabou não vingando. Em 1967, aceitou o convite de Walter Clark para assumir o direção de programação e produção da Globo. Foi a oportunidade para que ele conseguisse implementar o protejo de rede de TV. Em 1970, passou a ser o superintendente de Produção e Programação da emissora.

Boni teve uma grande importância na transformação e no crescimento da Rede Globo e na criação do chamado "Padrão Globo de Qualidade". Marcando a história da televisão brasileira. Ao lado de Walter Clark, concebeu o formato e o estilo de programação Global. Implementando o conceito básico da grade de programação no horário nobre usado até os dias de hoje: com três novelas, o Jornal Nacional indo ao ar entre duas delas e uma atração semanal indo ao ar após a terceira.

Responsável por todas as áreas de programação da rede, promoveu mudanças na teledramaturgia da emissora, modernizando e trazendo mais realismo para o gênero. Sendo responsável por trazer diversos autores e diretores de sucesso. No entretenimento, fez parte da criação de diversos programas, humorísticos, especiais e séries. Chegando também a compor músicas de abertura para atrações como o Fantástico e de novelas como Tieta e Que Rei Sou Eu?.

Entre 1980 e 1998, foi Vice-Presidente de Operações da emissora. Entre 1998 e 2001, foi Consultor da Globo. Em 2003, em sociedade com seus quatro filhos, funda a Rede Vanguarda, afiliada da Globo no Vale do Paraíba paulista, originada de uma emissora da Rede em São José dos Campos. Em 2011, lança sua autobiografia: "O Livro do Boni", pela editora Casa da Palavra.