Cavalo de Aço foi a 12ª novela das 20h da Globo. Escrita por Walther Negrão, com direção de Walter Avancini e David Grimberg, e supervisão de Daniel Filho. Exibida entre 23 de janeiro e 20 de agosto de 1973, em 180 capítulos, sucedendo Selva de Pedra e antecedendo O Semideus.
Com Tarcísio Meira, Glória Menezes, Betty Faria, Carlos Vereza, Stênio Garcia, Arlete Salles, Cláudio Cavalcanti e Ziembinski nos papéis principais.
Enredo[]
Na fictícia Vila da Prata, no Paraná, Rodrigo (Tarcísio Meira) chega com o objetivo de se vingar do fazendeiro Max (Ziembinski), responsável pelo massacre de sua família durante sua infância. Ele lidera uma revolta social contra o latifundiário que domina o comércio madeireiro da região. Em meio a esse embate, Rodrigo se vê dividido no amor entre a fazendeira Miranda (Glória Menezes) e a filha de Max, Miranda (Betty Faria).
Elenco[]
| Intérprete | Personagem |
|---|---|
| Tarcísio Meira | Rodrigo Soares |
| Glória Menezes | Miranda |
| Betty Faria | Joana |
| Ziembinski | Max |
| Carlos Vereza | Santo |
| Stênio Garcia | Brucutu |
| Cláudio Cavalcanti | Aurélio |
| Arlete Salles | Lenita |
| Renata Sorrah | Camila |
| José Wilker | Atílio |
| José Lewgoy | Professor |
| Edson França | Lucas |
| Milton Moraes | Carlos (Carlão) |
| Maria Luiza Castelli | Marta |
| Dary Reis | Sabá |
| Suzana Gonçalves | Bisteca |
| Elisângela | Teresa (Teresinha) |
| Mário Lago | Inácio |
| Paulo Gonçalves | Tobias |
| Miriam Pires | Bemvinda |
| Sônia Oiticica | Catarina |
| Paulo Padilha | Almeida |
| Tony Ferreira | Dr. Castro |
| Germano Filho | Antônio |
| Francisco Milani | Moraes |
| Walter Mattesco | Dr. Renato |
| Talita Miranda | Maria Amélia |
| Marilene Silva | Alzira |
| Sérgio Mansur | Ciro |
| Luiza do Carmo | Maria |
| Mário Petraglia | Guigui |
| Sylvia Guimarães | Juciléia |
| Júlio César | — |
Participações Especiais[]
| Intérprete | Personagem |
|---|---|
| Reinaldo Gonzaga | Felipe |
| Darcy de Souza | Maria do Socorro (Socorro) |
| Rosana Garcia | Ninita |
| Fúlvio Stefanini | Agente Federal |
| Castro Gonzaga | Tabelião Cecil |
| Fábio Sabag | Patrocínio Cardoso |
| Urbano Lóes | Campelo |
| Nair Prestes | Juventina |
| Francisco Silva | Antonio (Tonho) |
| Ricardo Garcia | José (Zezinho) |
| Milton Villar | Jorge |
| Augusta Moreira | Mulher da rua |
| Moacyr Deriquém | Médico |
Produção[]
Única novela das 20h de Walther Negrão, a Globo o chamou para o horário após seu êxito em O Primeiro Amor e para dar um descanso à Janete Clair, que emendava novelas no horário. A convocação pegou o autor de surpresa, que estava cuidando do roteiro da série Shazan, Xerife e Cia.. Cenas externas foram gravadas em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde foi construída a cidade cenográfica da fictícia Vila da Prata.
Darlene Glória foi a primeira atriz cotada para viver Lenita, mas foi substituída por Arlete Salles. A premissa da trama foi reaproveitada por Walther Negrão em 1988, em Fera Radical. Onde a protagonista era uma mulher, vivida por Malu Mader, e assim como Rodrigo (Tarcísio Meira), ela também tinha uma moto.
A gravação de uma cena perigosa quase custou a vida dos atores Tarcísio Meira, Glória Menezes e Milton Moraes. Eles estavam em uma balsa com toras de madeira enquanto eram bombardeados por capangas do personagem Max (Ziembinski). A cena foi feita sem dublê e as explosões junto com a forte correnteza do rio causavam marolas, no qual Walter Avancini mandou Tarcísio fazer círculos com o barco para desviá-las. Mas ao fazer isso, a balsa afundou. Os três atores foram socorridos por um contrarregra junto a bombeiros que estavam no local.
A novela enfrentou rejeição durante metade de sua exibição. Foi então que Walther Negrão criou o assassinato misterioso do vilão Max. E a partir de então, a resposta junto ao público melhorou. A trama, que seria encurtada para cem capítulos, foi esticada para 180. Ao final, foi revelado que quem matou Max foi Lenita (Arlete Salles), que Max pensava ser sua sobrinha, mas que na verdade era sua filha, que queria a sua fortuna.
Durante a exibição da novela, Carlos Vereza foi preso durante oito dias pelo Regime Militar por acreditarem que ele sabia o paradeiro do guerrilheiro Thomaz Antônio da Silva Meirelles Neto. Vereza relatou que seu período preso só não foi pior devido ao seu trabalho na novela ainda estar no ar. E também comentou que seus torturadores também lhe perguntavam "quem matou Max".
A impopularidade inicial da novela também se refletiu em sua trilha sonora, trabalho no qual os diretores musicais Nelson Motta e Guto Graça Mello não sentem orgulho.