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Esperança foi a 62ª novela das 20h da Globo. Escrita inicialmente por Benedito Ruy Barbosa, e posteriormente por Walcyr Carrasco. Com colaboração de Edmara Barbosa, Edilene Barbosa e Thelma Guedes, direção de Emílio di Biasi e Marcelo Travesso, direção geral de Carlos Araújo e Luiz Fernando Carvalho, e direção de núcleo de Luiz Fernando Carvalho. Exibida entre 17 de junho de 2002 a 15 de fevereiro de 2003, em 209 capítulos, sucedendo O Clone e antecedendo Mulheres Apaixonadas.

Com Priscila Fantin, Reynaldo Gianecchini, Ana Paula Arósio, Maria Fernanda Cândido, Nuno Lopes, Oscar Magrini, Laura Cardoso, Gabriela Duarte e Raul Cortez nos papéis principais.

Enredo[]

Em 1930, na comunidade de Civita, no interior da Itália, Toni e Maria vivem um romance proibido por ele ser de uma família pobre e ela ser filha de um pai rico, que é contra a relação dos dois. Eles planejaram ir para o Brasil, aproveitando a onda de imigração da época, mas Maria é impedida de embarcar no navio por seu pai. Fazendo Toni viajar sozinho, jurando voltar para buscá-la. Porém, Maria descobre que está grávida de Toni. E com isso ela é obrigada a casar com um homem mais velho para não manchar sua reputação.

Em São Paulo, Toni consegue trabalho com um casal de judeus, o que faz com que ele se envolva com a filha dos dois, Camille (Ana Paula Arósio). Enquanto isso, Maria tem que fugir com o marido para o Brasil após ele se envolver em conflitos políticos. O que acaba culminando na morte dele assim que eles chegam ao país, deixando o caminho de Maria livre para buscar seu amor. No entanto, Camille faz de tudo para manter seu relacionamento com Toni e afastar Maria.

Elenco[]

Intérprete Personagem
Priscila Fantin Maria Frateschi D'Angelo
Reynaldo Gianecchini Antonio Bellini (Toni)
Ana Paula Arósio Camille Schneider
Maria Fernanda Cândido Nina Salvattore Bellini
Nuno Lopes José Manoel Antunes (Murruga)
Oscar Magrini Humberto Martins
Gabriela Duarte Justine
Chico Carvalho Marcos Valentim
Raul Cortez Genaro Bellini
Laura Cardoso Madalena Salvattore
Marcos Palmeira José Carlos Merilo (Zequinha)
Simone Spoladore Caterina Tranquili
Ranieri Gonzalez Mauricio Moreira Alves
Emílio Orciollo Netto Marcello Tranquili
Miriam Freeland Beatriz Moreira Alves
Lúcia Veríssimo Francisca Moreira Alves
Paulo Goulart Farina
Giselle Itié Eulália Ramirez
Gilbert Stein Ezequiel Schneider
Eliana Guttman Tzipora Schneider
Othon Bastos Vincenzo Tranquili
Araci Esteves Constância Tranquili
Denise Del Vecchio Soledad Ramirez
Otávio Augusto Manolo Ramirez
Lígia Cortez Sílvia Martins
Jackson Antunes Zangão
Regina Dourado Mariusa Tomazini
Antônio Petrin Adolfo Mattias
José Victor Castiel Gaetano Mattias
John Herbert Jonathan Stein
Luciana Braga Adelaide
Gracindo Júnior Miguel
Tadeu di Pietro Delegado Homero
Chica Xavier Rita
Cosme dos Santos Chiquinho Forró
Sheron Menezzes Júlia de Silve
Mareliz Rodriguez Isabela Tomazini
Cláudio Galvan Bruno
Daniel Lobo Felipe
Mariz Rafael
Álamo Facó Jorge
Cláudio Mendes Mário
Tatiana Monteiro Ruiva
Renata Soffredini Julieta

Participações especiais[]

Intérprete Personagem
Fernanda Montenegro Luiza Frateschi
Antônio Fagundes Giuliano D'Angelo
José Mayer Martino Rizzo
Eva Wilma Rosa Bellini
Walmor Chagas Giuseppe Bellini
Paulo Ricardo Samuel Stein (Samuelzinho)
Beatriz Segall Antônia Antunes
Luís de Lima Antônio Antunes
Gianfrancesco Guarnieri Pelegrini
José Augusto Branco Marcílio Moreira Alves
Jussara Freire Amália
Milton Gonçalves Matias dos Santos
Kenya Costta Noêmia dos Santos
Cláudio Correia e Castro Agostino
Dan Stulbach André
Elias Gleizer João Alfaiate
Massimo Ciavarro Luigi
Zilka Salaberry Vizinha italiana
José Lewgoy Padre Romão

Produção[]

Benedito Ruy Barbosa pretendia escrever uma continuação direta de Terra Nostra, que se chamaria "Terra Nostra 2", tendo a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo. Porém, desistiu da ideia. Desenvolvendo outra história tendo a imigração italiana como temática, ambientada nos anos 1930. Com o título provisório de "Uê, Paisano", o autor contou com a ajuda da pesquisadora Madalena Prado e da consultoria da israelense Ahuva Fli.

As primeiras cenas foram gravadas na aldeia Civita di Bagnoreggio, na Itália. Também foram gravadas cenas na Tecelagem Bangu, no Rio de Janeiro, e em duas fazendas no interior de São Paulo: Santa Gertrudes, no município de mesmo nome, e Atalaia, em Araraquara. No Projac foi erguida a maior cidade cenográfica até então, com 13.500 m².

Na gravação da cena em que Camille (Ana Paula Arósio) destrói a estátua feita por Toni (Reynaldo Gianecchini), Ana Paula Arósio acabou torcendo o pé e Reynaldo Gianecchini teve alguns dentes quebrados. Fazendo o ator se afastar da novela por três dias para se submeter a uma restauração dentária. Em 17 de outubro de 2003, durante outra gravação, Gilbert passou mal ao se emocionar em uma cena.

O ator Luís de Lima, intérprete de Antonio, afastou-se das gravações por problemas de saúde. E faleceu um mês depois, em 27 de agosto de 2003. Para suprir sua ausência, Beatriz Segall foi escalada para viver Antonia, esposa de Antonio. Em 21 de janeiro de 2003, Ana Paula Arósio se afastou temporariamente devido a problemas de saúde. Ela voltou a tempo de concluir suas cenas.

A música-tema de abertura da novela teve versões alternativas cantadas por artistas diferentes: "Speranza", a principal, cantada em italiano por Laura Pausini; "Esperança", cantada em português por Daniel; "Esperanza", cantada em espanhol por Alejandro Sanz; e "Tikvá", cantada em hebraico por Gilbert (que fazia parte do elenco da trama). Essas versões se alternavam semanalmente na abertura, como uma maneira de demonstrar as diferentes colônias de imigrantes. Também foi gravada uma outra versão da canção, em português, cantada por participantes do talent show Fama, que foram creditados como "Coral Fama" e esteve presente na trilha sonora da novela.

Em 22 de maio de 2023, foi disponibilizada na íntegra pelo Globoplay.

Mudança de Autoria[]

A novela sofreu com os constantes atrasos na entrega dos capítulos, o que fez a edição recorrer a vários flashbacks para suprir as cenas não gravadas, resultando na queda de audiência. Benedito Ruy Barbosa justificou alegando que sua mãe estava hospitalizada, o que o deixou abalado. A Globo sugeriu a Benedito para dividir a autoria com outro autor, mas ele recusou. O novelista preferiu deixar a novela, junto a sua equipe de colaboradores.

Para substituí-lo, a Globo escalou Walcyr Carrasco, que contou com a colaboração de Thelma Guedes. Walcyr fez diversas mudanças no enredo e inseriu personagens novos para movimentar a trama. Porém, as alterações desagradaram Benedito Ruy Barbosa, que se queixou publicamente e até admitiu ter vontade de "bater" em Walcyr.