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Olho no Olho foi a 49ª novela das 19h da Globo. Escrita por Antônio Calmon, com colaboração de Maria Carmem Barbosa, Eliane Garcia, Tiago Santiago, Vinícius Vianna, Lílian Garcia, Tetê Smith e Patrícya Travassos. Direção de Ricardo Waddington, Ary Coslov e Rogério Gomes, e direção geral de Ricardo Waddington. Exibida entre 6 de setembro de 1993 e 8 de abril de 1994 em 185 capítulos, sucedendo O Mapa da Mina e antecedendo A Viagem.

Com Tony Ramos, Natália do Vale, Helena Ranaldi, Patrícia de Sabrit, Felipe Folgosi, Nico Puig, Maria Zilda Bethlem e Reginaldo Faria nos papeis principais.

Enredo[]

Guido Bellini (Tony Ramos) era um padre que vivia em Roma e largou a batina ao tomar conhecimento sobre uma organização criminosa chefiada por um jovem paranormal e não ter conseguido impedir um assassinato. De volta ao Brasil, ele passa a se dedicar a parapsicologia para combater a organização.

O jovem paranormal que lidera essa organização é Fred Zapata (Nico Puig), um rapaz poderoso, e seu tio, César Zapata (Reginaldo Faria). Junto a Guido, o também paranormal Alef (Felipe Folgosi) o ajuda na luta contra os Zapata. Mas Alef se apaixona por Cacau (Patrícia de Sabrit), ex-namorada de Fred, e passa a disputar com o criminoso o amor da moça.

Enquanto o ex-padre enfrenta uma guerra contra César, que usa os poderes malignos de Fred para acabar com ele, Guido se apaixona por Débora (Natália do Vale), mãe de Alef. Mas César também se apaixona por ela e faz de tudo para afastá-la de Guido. Paralelamente, Malena (Helena Ranaldi), amiga de infância de Guido por quem é apaixonada desde a adolescência, retorna ao Brasil e vive uma perigosa relação de amor e ódio com ele.

Elenco[]

Intérprete Personagem
Tony Ramos Guido Bellini
Natália do Vale Débora Rios
Reginaldo Faria Cézar Zapata
Nico Puig Frederico Zapata (Fred)
Felipe Folgosi Alef Rios
Patrícia de Sabrit Carolina Andolini
Helena Ranaldi Malena Maia
Maria Zilda Bethlem Walkíria Zapata
Mário Gomes Bruno Andolini
Patrícya Travassos Maria Eduarda Andolini (Duda)
Antônio Calloni Dr. Bóris
Cristina Prochaska Elza
Rita Guedes Patrícia Zapata Motta (Pink)
Gerson Brenner Augusto Zapata Amaral (Guto)
Jorge Dória Átila Zapata Amaral
Sérgio Mamberti Napoleão Zapata Motta (Popo)
Cleyde Yáconis Julieta Bellini
Eva Todor Veridiana Bellini
Sérgio Viotti Jorge Lima e Silva
Selton Mello João Carlos Zapata (Juca)
Patrícia Perrone Cristina Zapata Motta (Tina)
Henrique Farias Borrão
Rodrigo Penna José Carlos (JC)
Bel Kutner Júlia Grilo
Petrônio Gontijo Marco
Iara Jamra Telma Davila
Fernando Almeida Sebastião
Danielle Winits Dominique Maia
Lyla Collares Lana Zapata Motta
Fábio Junqueira Sergio Matos
Tony Tornado Gilberto
Thales Pan Chacon Patrício
Felipe Pinheiro Bob Walter
Ítalo Rossi Ferreira
Rosita Thomaz Lopes Dinah
Dill Costa Lea
Alessandra Negrini Clara
Rodrigo Santoro Pedro
Nani Venâncio Luana
Tadeu Aguiar Lima
Marcelo Gonçalves Dino
Paula Burlamaqui Sandra
Denise Rocha Marieta
Flávia Bonato Martinha

Participações especiais[]

Intérprete Personagem
Marcos Paulo Otávio Rios
Stênio Garcia Armando Zapata
Paulo José Menelau Zapata
Monah Delacy Lenira
Sérgio Britto Padre João
Arduino Colassanti Padre Inácio

Produção[]

Tentando repetir o sucesso de Vamp (1991), Antônio Calmon desenvolveu mais uma novela fantasiosa. Porém, ao contrário da anterior, com menos elementos de humor nonsense e abordagem infantojuvenil e com tramas mais sérias. Tendo como título provisório de "Vênus", começou a ser produzida em quarenta dias pela direção, em razão do encurtamento de O Mapa da Mina.

As primeiras cenas foram gravadas em Roma, na Itália, e no Vaticano. Tendo o Coliseu como um dos cenários. Também foram gravadas cenas no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Parati. A equipe de efeitos especiais, liderada por Américo Issa e Eduardo Marinho cuidou de várias cenas, como a dos embates entre paranormais com luzes nos olhos, pessoas desaparecendo e quedas. Além do campo de visão de Fred coordenadas traçadas e, usando técnicas de chromakey, os "toques do além" de Alef (Felipe Folgosi).

O edifício Martinelli de São Paulo foi recriado em computação gráfica por Paulo Tibau. Uma vez que na época, não era possível fazer planos gerais do prédios. Todos esses efeitos especiais, apesar de simples, levavam tempo para ficarem prontos pois os equipamentos ainda não eram avançados o suficiente na década de 1990.

Entretanto, ao contrário de Vamp, esta novela conquistou a rejeição do público. Chegando a marcar menos audiência que a faixa das 18h, que na época exibia Mulheres de Areia e Sonho Meu. Em entrevista a um livro, Antônio Calmon alegou que parte da rejeição era por conta da presença de um demônio na história. Fazendo referência ao filme "O Bebê de Rosemary", Fred (Nico Puig) foi concebido quando César (Reginaldo Faria) estava possuído por um diabo.

Para tentar reverter a situação, Calmon mudou seu time de colaboradores. Vinícius Vianna e Tiago Santiago foram substituídos por Maria Carmem Barbosa e Eliane Garcia. Fazendo com que a equipe de roteiristas passasse a contar apenas com mulheres. Maria Carmem Barbosa foi designada para inserir mais humor à trama. E desta forma, Patrícya Travassos deixou a colaboração e entrou para o elenco, interpretando a cômica Duda, criada por Barbosa. Essas mudanças, contudo, não funcionaram e a novela seguiu amargando o fracasso.

Felipe Ribeiro, intérprete de Bob Walter, morreu 1ª de novembro de 1993, vítima de problemas cardiorrespiratórios. Foi encontrado morto em seu apartamento no Jardim Botânico antes de concluir sua participação na novela. A saída do personagem, que era um ator, foi justificada na trama com a explicação de que ele mudou-se para Los Angeles, para tentar a vida lá.

A abertura teve a participação dos modelos Mauro Jasmin e Silvana Oliveira, interpretado estátuas que ganhavam vida. E de Ricardo Macchi, com seus olhos soltando raios.