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Os Gigantes foi a 23ª novela das 20h da Globo. Escrita por Lauro César Muniz, reescrita por Walter George Durst, com colaboração de Maria Adelaide Amaral e direção de Régis Cardoso e Jardel Mello. Exibida entre 20 de agosto de 1979 e 2 de fevereiro de 1980, em 147 capítulos, sucedendo Pai Herói e antecedendo Água Viva.

Com Dina Sfat, Francisco Cuoco, Tarcísio Meira, Susana Vieira, Mário Lago, Vera Fischer, Lauro Corona e Joana Fomm nos papéis principais.

Enredo[]

Paloma Gurgel (Dina Sfat) é uma jornalista que trabalha como correspondente internacional, e que retorna à sua cidade-natal, Pilar, para atender a um pedido de seu irmão gêmeo doente. Este lhe mandou uma mensagem para que não prolongue sua vida caso seu estado fosse irreversível. Ele entra em coma após uma cirurgia no cérebro e vive com a ajuda de aparelhos. Angustiada, Paloma atende o pedido do irmão e desliga os aparelhos, ocasionando na sua morte.

A partir de então, ela enfrenta uma batalha moral quando ganha repercussão nacional por ser acusada de assassinar seu irmão, praticando a eutanásia. Veridiana (Susana Vieira), sua cunhada entra na justiça pois ao saber da morte de seu marido, sofreu um aborto espontâneo. E o repórter Polaco (Lauro Corona), vem do Rio de Janeiro para cobrir o caso.

Paralelamente, dois fazendeiros disputam o amor de Paloma. Ambos amigos de infância dela. Fernando Lucas (Tarcísio Meira) é dono de uma empresa de laticínios e vive um casamento falido. E Chico Rubião (Francisco Cuoco), um médico cuja fazenda passa por uma crise, que rompe seu noivado com Helena (Vera Fischer)

Elenco[]

Intérprete Personagem
Dina Sfat Paloma Gurgel
Francisco Cuoco Francisco Rubião (Chico Rubião)
Tarcísio Meira Fernando Lucas
Susana Vieira Veridiana Gurgel
Joana Fomm Vânia Lucas
Vera Fischer Helena
Mário Lago Antônio Lucas
Lauro Corona Polaco
Lídia Brondi Renata Garcia
Jonas Mello Victor
Rogério Fróes Dr. Osvaldo
Castro Gonzaga Amadeu
Flora Geny Ivone
Miriam Pires Eulália Gurgel
Norah Fontes Matilde
Perry Salles Novak
Cleyde Blota Selma Garcia
Fábio Mássimo Ciro
Mayara Norbim Ana
Lúcia Alves Maria Lúcia
Hemílcio Fróes Jaime
Denny Perrier Murilo Prata
Carlos Gregório Padre Justino
Ênio Santos Milton
Solange Theodoro Cristina
Átila Iório Pedro
Esther Mellinger Maria
Juciléa Teles Tereza
Marcos Waimberg Salvador
Milton Villar José
Ivan de Almeida Eugênio
Borges de Barros Onofre
Lilian Fernandes Marli
Aguinaldo Rocha Aníbal
Gilda Sarmento Carminha
Ana Maria Sagres Creuza
Moníque Curi Paloma Gurgel (criança)
Maurício M. Quintas Francisco Rubião (criança)
Luís Filipe de Lima Fernando Lucas (criança)

Participações Especiais[]

Intérprete Personagem
Roberto de Cleto Frederico Gurgel
Pádua Moreira Frederico Gurgel Filho (Fred - voz)
Alfredo Martins Dr. Harley Amaral
Arduíno Colassanti Príncipe Renato Di Lorenzo
Miguel Rosemberg Mauro Cabral
Lígia Rineli Marli
Luís Orioni Dalmo
Rogaciano de Freitas Dr. Atiê
Vinícius Salvatore Donato
Waldir Santana radialista
Cléa Simões mãe de santo
Francisco Moreno juiz
Otávio Augusto promotor
Carlos Eduardo Monteiro membro do juri
Claude Amaral Peixoto membra do juri
Hildegard Angel membra do juri
João Flávio Lemos de Moraes membro do juri
João Guinle Filho membro do juri
Maria Augusta membra do juri
Ruth Almeida Prado membra do juri
Loureiro Neto médico
Loly Nunes enfermeira
João Batista Vieira Fred (criança)
Helmício Fróes ?
Henrique César ?
Lílian Fernandes ?
Wellington Botelho ?

Produção[]

Tendo como títulos provisórios "Fênix" e "Paloma", e o oficial sendo escolhido pela Globo inspirada no livro “Os Quatro Gigantes da Alma”, a novela estava prevista para suceder Dancin' Days. Mas como Lauro César Muniz ficou doente no período, a obra foi atrasada e Janete Clair foi chamada para cobrir o horário, escrevendo Pai Herói. A Globo desejava Eva Wilma, então na Tupi, para ser a protagonista. Mas devido ao adiamento, Dina Sfat ficou com o papel.

As primeiras cenas foram gravadas em Vassouras (RJ). Foi utilizada uma câmera portátil, apelidada de "Paloma" pela produção, que era manuseada por Sérgio Cardoso para focalizar ao máximo as expressões dos atores. Como a de Dina Sfat, cuja câmera focava seu rosto muito próxima, às vezes mostrando apenas os olhos. A equipe de sonoplastia montou um estúdio para realçar sons e criar ruídos para identificar cada ambiente da trama. Em vez do uso do som direto.

Foi a primeira novela brasileira a abordar a eutanásia. Considerada pesada por abordar temas como o suicídio, morte, aborto espontâneo, entre outros, tornou-se polêmica e causou uma grande queda de audiência no horário, afastando o público. Também gerando conflitos nos bastidores. Dina Sfat demonstrou insatisfação publicamente com a trama e teve divergências com Lauro César Muniz, que depois revelou sua decepção pelos rumos da produção. Muniz afirmou que Dina chegava a jogar os roteiros no chão e pisotear em cima no estúdio.

Além de queixas do elenco, o autor teve problemas com o diretor Régis Cardoso devido à mudanças no enredo impostas pela Globo ou pela Censura Federal. Cardoso foi substituído por Jardel Mello na direção. E também por Paulo Ubiratan e Roberto Talma.

A novela teve problemas com patrocinadores. Isso porque a história fazia críticas à empresas multinacionais através da empresa fictícia Eltsen, que pretendia se instalar na cidade de Pilar. Eltsen, formava a palavra Nestlé ao contrário. Um interesse amoroso lésbico entre Paloma (Dina Sfat) e Renata (Lídia Brondi) foi insinuado mas não foi adiante. A cena mais visceral aconteceu no último capítulo: Paloma comete suicídio ao pilotar um avião e deixá-lo cair após o combustível acabar.

Devido aos problemas com a novela Lauro César Muniz foi demitido da Globo. Embora Boni tivesse se esforçado para mantê-lo. Após isso, o autor foi para a Bandeirantes. Benedito Ruy Barbosa foi chamado para assumir a autoria, mas este estava insatisfeito com a emissora e pediu demissão, também indo para a Bandeirantes. O último capítulo foi escrito por Walter George Durst, cuja identidade foi mantida em segredo por um tempo, com a colaboração de Maria Adelaide Amaral, estreante em televisão. Muniz havia deixado um final pronto para a história, que foi completamente alterado.

Em 18 de março de 2024, dois capítulos da novela foram disponibilizados pelo Globoplay através do Projeto Fragmentos. Os únicos capítulos que restaram no acervo da Globo.