Sinhá Moça foi a 67ª novela das 18h da Globo. Baseada no romance homônimo publicado em 1950, de Maria Dezonne Pacheco Fernandes, e remake da novela homônima de 1986, de Benedito Ruy Barbosa. Adaptada por Edmara Barbosa e Edilene Barbosa, com direção de Marcelo Travesso e Luiz Antônio Pilar, direção geral de Rogério Gomes e direção de núcleo de Ricardo Waddington. Exibida entre 13 de março e 14 de outubro de 2006, em 185 capítulos, sucedendo Alma Gêmea e antecedendo O Profeta.
Com Débora Falabella, Danton Mello, Osmar Prado, Patricia Pillar, Eriberto Leão e Zezé Motta nos papéis principais.
Enredo[]
Em 1886, na ficícia Araruna, no interior de São Paulo, a jovem Sinhá Moça (Débora Falabella) retorna à cidade onde nasceu após estudar para poder lecionar no ensino primário. Ela é filha do poderoso Barão Ferreira de Araruna (Osmar Prado), um escravocrata que é contra os estudos da filha, pois desejava que ela se casasse cedo para e tivesse muitos filhos homens para administrarem a fazenda da família.
Na viagem de trem, na volta para casa, Sinhá Moça conhece Dr. Rodolfo Fontes (Danton Mello), um advogado abolicionista que, em um primeiro momento, esconde seus ideais avançados a ela. Quando os dois descobrem compartilhar do desejo pela abolição dos escravos, eles passam a viver um grande amor escondido do pai dela. O casal, junto a outros que defendem a liberdade, invade senzalas à noite, libertando escravos e os levando para associações abolicionistas.
Nesta luta, também faz parte o poderoso jornalista Dimas (Eriberto Leão), que difunde os ideais de abolição através do jornal semanal A Voz de Araruna, tornando-se um opositor ferrenho de Barão. Dimas, que na verdade é Rafael, é um escravo mestiço alforriado, amigo de Sinhá Moça na infância. Seu objetivo é se destruir Barão, que não sabe que ele é seu filho biológico. No passado, ele e sua mãe sofreram muito nas mãos dos feitores, e ele jurou vingança contra o poderoso fazendeiro.
Elenco[]
| Intérprete | Personagem |
|---|---|
| Débora Falabella | Maria das Graças Ferreira (Sinhá Moça) |
| Danton Mello | Rodolfo Garcia Fontes |
| Osmar Prado | Coronel José Ferreira, Barão de Araruna |
| Patrícia Pillar | Cândida Ferreira, Baronesa de Araruna |
| Bruno Gagliasso | Ricardo Garcia Fontes |
| Isis Valverde | Ana Luísa Maria Teixeira (Ana do Véu) |
| Eriberto Leão | Dimas Marques / Rafael |
| Vanessa Giácomo | Juliana Castroneves |
| Caio Blat | Mário Batista |
| Reginaldo Faria | Dr. Geraldo Fontes |
| Lu Grimaldi | Inez Garcia Fontes |
| Humberto Martins | Feitor Bruno |
| Zezé Motta | Virgínia, a Bá |
| Eduardo Pires | José Coutinho |
| Alexandre Moreno | Justino das Dores |
| Lucy Ramos | Adelaide de Jesus |
| Sérgio Menezes | Fulgêncio |
| Bruno Udovic | Felipe Vila (Vila) |
| Oscar Magrini | Manoel Teixeira |
| Gisele Fróes | Nina Teixeira |
| Chico Anysio | Everaldo Batista |
| Carlos Vereza | Augusto Castroneves |
| Othon Bastos | Raul Coutinho |
| Jackson Antunes | Delegado Antero |
| Elias Gleiser | Frei José |
| Fabrício Boliveira | Bastião |
| Alexandre Rodrigues | Bentinho |
| Maurício Gonçalves | Justo de Sá Filho (Capitão-do-Mato) |
| Gésio Amadeu | Justo de Sá |
| Edyr Duque | Ruth |
| Rogério Falabella | Nogueira |
| John Herbert | Viriato |
| Edwin Luisi | Martinho |
| Fernando Petelinkar | Tibúrcio |
| Bruno Costa | Renato Nogueira |
| Joaquim de Castro | Pedro |
| Cláudio Galvan | Bobó |
Participações especiais[]
| Intérprete | Personagem |
|---|---|
| Aldri D'Anunciação | escravizado alforriado contratado por Ricardo |
| Alexander Sil | Tomás |
| Alexandre Ackermann | soldado da delegacia |
| Alexandre Damascena | Antônio |
| Alex Teix | manifestante |
| André Vieira | Luiz |
| Antônio Carlos Feio | homem no armazém |
| Armando Paiva | Tonho |
| Bijú Martins | auxiliar de Bruda |
| Bukassa Kabengele | escravizado |
| Cássio Pandolph | bilheteiro no trem |
| Celso Frateschi | Inácio |
| Chico Terrah | manofestante |
| Clementino Kelé | Pai Tobias |
| Creo Kellab | Tonho |
| Cris Vianna | Maria das Dores |
| Daniel Bauerfeldt | soldado da delegacia |
| Delano Avelar | maquinista do trem |
| Dério Chagas | escravizado |
| Flávio Bauraqui | André |
| Guida Vianna | Elvira |
| Guilherme Berenguer | Eduardo Tavares |
| Harley Vas | Alcebíades |
| João Júnior | auxiliar de Bruno |
| José Araújo | escravizado de Coutinho |
| José Augusto Branco | Dr. João Amorim |
| Júnior Prata | homem |
| Larissa Biondo | Sinhá Moça (criança) |
| Larissa Vereza | moça |
| Lucas Rocha | Rafael (criança) |
| Marcelo Batista | Bento |
| Milton Gonçalves | Pai José |
| Nando Cunha | escravizado alforriado contratado por Ricardo |
| Osvaldo Baraúna | Honório |
| Paulo de Almeida | Soldado Antão |
| Pietro Mário | homem na estação de trem |
| Rosa Marya Colin | Balbina |
| Rubem de Bem | escravocrata |
| Ruth de Souza | Mãe Maria |
| Tatiana Tibúrcio | Nena |
| Valnei Aguiar | escravizado alforriado contratado por Ricardo |
| William Vita | Sião |
| Wilson Rabello | escravizado |
Produção[]
Segundo remake de uma novela de Benedito Ruy Barbosa, a primeira foi Cabocla em 2004. A trama foi exibida com uma imagem semelhante ao de filmes e minisséries. A pós-produção utilizou computação gráfica, editores de alta definição e um software holandês chamado Base Light para dar um efeito de película de cinema. Os primeiros capítulos da novela foram exibidos em 24 fps.
A primeira atriz chamada para viver a personagem-título foi Carolina Dieckmann, que chegou a fazer alguns ensaios. Porém, a emissora a remanejou para interpretar a vilã de Cobras & Lagartos. Em contrapartida, Bruno Gagliasso, que protagonizaria Cobras & Lagartos, foi convidado por Benedito Ruy Barbosa para integrar o elenco de sua novela. As gravações começaram em janeiro de 2006, em Três Rios, no Rio de Janeiro, além de Campinas e Bananal, no interior paulista. Também foram gravadas cenas em fazendas coloniais de São Paulo e Rio de Janeiro.
Isis Valverde, uma atriz até então desconhecida do público, foi escolhida para viver Ana do Véu. A direção a proibiu de fazer aparições públicas para que o mistério sobre o rosto de sua personagem na trama fosse mantido na vida real. Gerando a curiosidade do público. Na versão original, o papel foi interpretado por Patrícia Pillar, que estava presente no elenco do remake vivendo Cândida.
A novela, em 2006, foi indicada ao Emmy na categoria "série dramática". Também foi finalista no Seoul Drama Awards 2007.
Reprises[]
Foi reprisada no Vale a Pena Ver de Novo entre 15 de março e 10 de setembro de 2010, em 130 capítulos, sucedendo Alma Gêmea (que coincidentemente foi sua antecessora original na faixa das 18h) e antecedendo Sete Pecados. Marcou audiência de 15,19 Pontos de média geral. Em 9 de setembro de 2024, foi disponibilizada na íntegra pelo Globoplay.
No Viva, foi reprisada na íntegra na faixa das 15h30 entre 1º de janeiro e 2 de agosto de 2024, sucedendo Escrito nas Estrelas e antecedendo Cobras & Lagartos.
Trilha Sonora[]
- Sinhá Moça - Leonardo (tema de abertura)
- Amor Eterno - Gian & Giovani (tema de Cândida)
- É Amor, é Paixão - Chitãozinho & Xororó (tema de Sinhá Moça e Rodolfo)
- Negro Rei - Cidade Negra (tema dos escravizados)
- Quando A Gente Ama - Oswaldo Montenegro (tema de Juliana e Rafael)
- Mistérios Da Vida - Arleno Farias (tema dos escravizados)
- Custe O Que Custar - Fagner (tema de Ricardo)
- Você e Eu - Fernanda Porto (tema de Adelaide e José Coutinho)
- Minha Namorada - Maria Bethânia (tema de Ana e Ricardo)
- Na Ribeira Deste Rio - Dori Caymmi (tema do Barão de Araruna)
- Manhãs Bonitas - Guarabyra (tema de locação - Araruna)
- Ser Um Só - Chico César (tema dos escravizados)
- Esse Negro Não Se Enxerga - Batacotó (tema de Bastião)
- Camará - Walter Queiróz (tema de Justino)