Um Sonho a Mais foi a 34ª novela das 19h da Globo. Escrita por Daniel Más e Lauro César Muniz, basseado no argumento de Lauro César Muniz, também supervisor de texto, inspirada na peça "Volpone" de Ben Jonson. Com colaboração de Mário Prata e Dagomir Marquezi, direção de Roberto Talma, Carlos Magalhães, Mário Márcio Bandarra e Luca de Castro, e direção geral e núcleo de Roberto Talma. Exibida entre 4 de fevereiro e 2 de agosto de 1985, em 153 capítulos, sucedendo Vereda Tropical e antecedendo Ti Ti Ti.
Com Ney Latorraca, Sílvia Bandeira, Marco Nanini, Fúlvio Stefanini, Susana Vieira, Maitê Proença, Edson Celulari e Tássia Camargo nos papéis principais.
Enredo[]
No passado, Antônio Carlos Volpone (Ney Latorraca) fugiu do Brasil após ser acusado de matar o pai de sua noiva, Stella (Sylvia Bandeira). Junto a seu amigo Mosca (Marco Nanini), ele passou a viver no Egito e fez fortuna. Enquanto Stella casou-se com Orlando Aranha (Fúlvio Stefanini), antigo rival de Volpone, com quem tem a filha Mônica (Tássia Camargo).
Vinte anos depois, Volpone decide voltar ao Brasil após ver Stella passeando pelo Cairo, sentindo que ainda a amava. Para retornar ao país sem ser preso, encenou ter uma grave doença terminal que o obriga a viver em uma redoma de plástico. O que chama a atenção de todos, principalmente da imprensa, que passa a investigar o caso.
Para poder circular livremente sem ser reconhecido, Volpone deixa um ator na redoma enquanto assume a identidade de vários personagens. Assim, ele tenta investigar o verdadeiro assassino do pai de Stella e se reaproximar da amada. Dentre as personalidades, ele finge ser uma secretária, um médico, um advogado e um motorista. Mas ainda ele tem que lidar com seu rival Aranha e com a ardilosa Renata (Susana Vieira).
Elenco[]
| Intérprete | Personagem |
|---|---|
| Ney Latorraca | Carlos Volpone / Anabela Freire / Dr. Nilo Peixe / Moribundo / André Silva / Augusto Mello Sampaio |
| Fúlvio Stefanini | Orlando Aranha |
| Marco Nanini | Jurandir de Souza (Mosca) / Florisbela Freire |
| Sílvia Bandeira | Stella Aranha |
| Susana Vieira | Renata Aranha Menezes |
| Edson Celulari | Joaquim Bueno de Andrade |
| Maitê Proença | Valéria Moura Góes |
| Tássia Camargo | Mônica Aranha |
| Roberto Bataglin | Emílio Mendes |
| José Lewgoy | Guilherme Menezes (Neném) |
| Yara Amaral | Beatriz Guimarães |
| Carlos Kroeber | Pedro Ernesto Martins |
| Cissa Guimarães | Amélia Bicudo |
| Narjara Turetta | Suelen Amado |
| Antônio Pedro | Luiz (Lula) / Clarabela Freire |
| Tamara Taxman | Dorothy |
| Anselmo Vasconcelos | Edgar Chaves |
| Edson Chaves | |
| Cláudia Magno | Regina |
| Ernesto Piccolo | Barrão |
| Maria Helena Dias | Magda |
| Tony Ferreira | Afonso |
| Henriqueta Brieba | Dona Guiomar |
| Lupe Gigliotti | Olívia Krauss |
| Paulette | Julião |
| Cinira Camargo | Nona Martins |
| Edson Silva | Jaime |
| Márcia Porto | Sandra |
| Tânia Gomide | Glenda |
| Marcelo Ibrahim | Dagoberto (Beto) |
| Lys Beltrão | Isabel |
| Chaguinha | Mário Alberto |
Participações Especiais[]
| Intérprete | Personagem |
|---|---|
| Aracy Balabanian | Isolda |
| José Wilker | Editor do Jornal Amanhã |
| Rubens Corrêa | Dr. Telles |
| Ricardo Zambelli | Felipe |
| Patrício Bisso | Olga del Volga |
| David Pinheiro | Álvaro |
| Eliana Ovalle | Sônia |
| Maria Helena Dias | Magda |
| Ary França | Sérgio |
| Paulinho de Tarso | Paulo (Paulinho) |
| Paulão | Toroba |
| Emile Eddé | Cássio Noronha |
| Cláudio Mamberti | Andrade |
| Marcus Vinícius | Magalhães |
| Carlos Gregório | Dr. Matheus |
| Milton Gonçalves | médico |
| Mário Lago | médico |
| Jorge Coutinho | irmão de Olívia |
| Eva Wilma | ? |
| Henrique Martins | ? |
| Ângela | ? |
| Roberto Orozco | ? |
| Luiz Armando Queiróz | ? |
| Leina Krespi | ? |
Produção[]
Primeiro trabalho do jornalista Daniel Más como autor titular de novela, a trama foi baseada em um argumento criado por Lauro César Muniz. Que por sua vez, inspirou-se a peça inglesa "Volpone" de Ben Jonson, sendo essa a inspiração para o sobrenome do protagonista. Teve como títulos provisórios "Volpone" e "Um Amor a Mais".
O texto de Daniel Más não agradou a direção da Globo e também resultou em baixa audiência. Ele foi afastado da escrita e Lauro César Muniz assumiu a trama a partir do capítulo 38. Más teve ainda uma segunda chance escrevendo uma novela solo em 1987 com Bambolê.
As primeiras gravações feitas no Egito foram uma ideia de Ney Latorraca. A equipe de caracterização ajudou o ator a se transformar, além do protagonista, em mais quatro personagens, disfarces de Volpone. O disfarce da secretária Anabela Freire, foi o que mais causou polêmica entre os telespectadores e a Censura federal.
Anabela teve suas aparições diminuídas após uma cena em que "ela" se casou com Pedro Ernesto (Carlos Kroeber). Latorraca e Kroeber também protagonizaram uma curta cena de beijo, um rápido toque de lábios. A controvérsia com a aparição de homens vestidos de mulheres fez com que sumissem Florisbela, disfarce de Mosca (Marco Nanini), e Clarabela, disfarce de Lula (Antônio Pedro). Mas a experiência com o trabalho fez com que Latorraca e Nanini lançassem juntos em 1986 a peça "O Mistério de Irma Vap", onde interpretavam várias personagens mulheres.
Além do beijo entre homens, houve outra cena de beijo que causou polêmica. Desta vez com Volpone, disfarçado de Anabela, beijando Stella (Silvia Bandeira). Dando a entender que se tratava de um beijo entre duas mulheres, quando era de conhecimento do público de que Anabela era Volpone.
Edson Celulari e Maitê Proença foram afastados da novela em determinado momento. O ator Ricardo Zambelli, que viveria Felipe, morreu dias depois da estreia da trama. E por conta da tragédia, seu personagem deixou de existir na história. A revelação sobre o assassino Dr. Telles (Rubens Corrêa) aconteceu no final da trama: foi Renata (Susana Vieira).
O título oficial surgiu do verso do tema de abertura, "Whisky a Go Go" do grupo Roupa Nova, sendo uma ideia de Boni. Embora a novela tenha tido uma recepção fraca, a música se tornou um hit atemporal e um dos maiores sucessos da banda. Embalando festas durante as décadas seguintes.